Gun Jam (Review)

Durante um período que eu considero glorioso, diversos jogos rítmicos foram lançados, que iam um pouco além dos saudosos Guitar Hero e Rock Band. Títulos como Audiosurf, que pegavam músicas da internet para transformar em pistas que você explorava com uma navezinha, eram muito legais. Recentemente, surgiram novos títulos que pegam essa ideia, mas levam para o mundo de FPS. Gun Jam é o mais novo título que tenta fazer exatamente isso, mas apesar de mostrar algumas boas ideias, acaba ficando por isso mesmo.

Seguindo os recentes BPM: Bullets per Minute e Metal Hellsinger, Gun Jam é um jogo de tiro baseado em ritmo. Isso significa que você deve seguir as batidas da música para conseguir disparar e derrotar os inimigos espalhados em um cenário de arena.

Gun Jam

Ao contrário dos outros jogos, em que você até consegue atirar fora de ritmo, conseguindo causar quase nenhum dano, Gun Jam deixa o jogador com a possibilidade de atirar somente quando rola a batida, algo que parece bastante esquisito nos primeiros momentos do jogo. Isso porque Gun Jam não tem qualquer tipo de tutorial ou linha para você seguir.

Essa falta de direcionamento do jogo pode deixar alguns jogadores confusos, sem entender direito o que fazer ou como sobreviver aos combates. Outro elemento que também prejudica um pouco a experiência é a escassez de coisas no jogo.

Ele conta com poucos mapas (quatro, sendo que três são bem parecidos entre si) e 10 músicas para escolher. Você seleciona um mapa, uma música e já é jogado diretamente na ação, sem muita firula. 

Dentro das fases, o jogador tem acesso a quatro tipos de armamento: uma shotgun, uma railgun, um rocket launcher e um plasma rifle. As duas armas laser são ridículas, já que parecem não causar nenhum dano, mas a shotgun e o rocket launcher cumprem bem sua função. Como as armas mudam automaticamente conforme você vai lutando contra os inimigos, você meio que aprende a lidar com todas elas com o passar do tempo.

Gun Jam

Falando assim, parece que Gun Jam é um jogo bem qualquer coisa, mas apesar de ele ainda ter coisas que precisam e podem ser resolvidas através de uma ou outra atualização, ele tem uma função que também fez com que outro jogo baseado em ritmo, Audiosurf, pudesse brilhar. Gun Jam permite que você adicione músicas da sua biblioteca (em .MP3) para usar como base para as fases.

A seleção de músicas do próprio jogo não é ruim, mas a possibilidade de colocar as suas canções favoritas torna o jogo MUITO mais divertido, mesmo com alguns tropeços. Durante o período em que joguei, ele conseguiu transpor muito bem quase todas as músicas para o jogo, o que me deixou impressionado pois coloquei uma seleção completamente cretina e funcionou bem melhor do que eu esperava.

Foi ali que eu vi a graça de Gun Jam. Ele é o tipo de jogo que vale muito mais pra pequenos bursts de jogatina. Coisa de jogar 30 ou 40 minutos e seguir a vida. Aquele esquema de “Vou jogar uma partidinha aqui pra passar o tempo”, em vez de ser algo que você fica horas na frente do computador.

Gun Jam

Fica aqui a esperança de que ele receba mais conteúdo (coloca umas arenas novas e sucesso) ou pelo menos seja um pouco mais receptivo a novos jogadores (é só meter um tutorial ali pra ninguém ficar perdido) e correr pro abraço. A base não é ruim, só falta um pouquinho pra ficar realmente especial.

Gun Jam foi avaliado no PC com código cedido pela Masamune.