Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan (Review)

A clássica história dos Três Mosqueteiros é uma das mais conhecidas em todo o mundo, com adaptações para o cinema e TV produzidas de tempos em tempos e vindas de diversos países. Agora, a França realiza uma nova adaptação com a história dividida em duas partes, com a primeira, Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan, chegando aos cinemas primeiro e sendo uma grata surpresa.

O filme começa focado no jovem D’Artagnan, deixado para morrer depois de tentar salvar uma jovem de ser sequestrada no seu caminho para Paris. Ao chegar na capital, ele tenta seguir a sua missão de se tornar um mosqueteiro do Rei, mas acaba sendo um cretino corajoso e sendo jurado para duelo com três deles, Athos, Porthos e Aramis.

Os Três Mosqueteiros

Isso tudo é bastante manjado para quem conhece o mínimo da história dos Três Mosqueteiros, mas o filme do diretor Martin Borboulon consegue realmente fazer as coisas parecerem novas. O elenco, que provavelmente de conhecido tem apenas Vincent Cassel como Athos e Eva Green como Milady de Winter, é bastante competente e convence bem e acho que pelo fato de não conhecer quase ninguém ali fez com que eu aceitasse bem mais cada um deles nos seus papeis.

As cenas de ação do filme são bem feitas, ainda que em alguns momentos a câmera resolva entrar em modo caótico para acompanhar tudo muito de perto e isso seja um pouco incômodo, mas felizmente isso não é constante ao longo da adaptação.

Adaptação essa que pode ser considerada bastante fiel ao livro de Alexandre Dumas, ainda que tome uma liberdade criativa, envolvendo Athos em uma trama de assassinato que seus companheiros precisam solucionar. Tudo funciona muito bem nessa adaptação, que empolga, ainda que não seja particularmente inovadora. Mesmo quem nunca viu nada sobre os Três Mosqueteiros conseguirá sacar algumas “reviravoltas” que parecem bem manjadas por aqui, ainda que isso não chegue a afetar o resultado final do filme.

A divisão em dois filmes (e o anúncio de dois spin-offs para a Disney+, um baseado na Milady de Winter e outro chamado O Mosqueteiro Negro, baseado em um novo personagem baseado no primeiro negro a se tornar mosqueteiro e que nem aparece nesse primeiro filme), mostra que existe um desejo em expandir a trama dos Mosqueteiros no cinema e TV, algo que os americanos já fazem com qualquer coisa, então nem vou reclamar que os franceses resolveram fazer o mesmo. Isso porque se todas as produções seguirem a mesma qualidade dessa adaptação, vou assistir faceiro e sem medo de ser feliz.

Sobre o filme ser dividido em duas partes, é importante ir ao cinema já tendo consciência que ele não terá um final. Tal como um episódio com cliffhanger, o filme termina com um gancho absurdo e um “CONTINUA” que pode deixar algumas pessoas um pouco putas, mas o fato de a segunda parte ter sido gravada junto e ter previsão de estreia para o fim de 2023 deixa tudo um pouco mais aceitável.

Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan é uma adaptação que me surpreendeu bastante e me deixou bastante ansioso para ver sua resolução, que será chamada Os Três Mosqueteiros: Milady, provando que eles não estão querendo esconder alguns pontos da trama, mas ainda seguem faceiros e felizes em direção a eles. Se você tá afim de um filme legal, empolgante e fugir um pouco da avalanche de super-heróis e carros tunados da FAMÍLIA nesse meio de ano, Os Três Mosqueteiros pode te surpreender também.