Neil Marshall, um careca simpático com sede de sangue que já havia ‘presenteado’ o mundo com Abismo do Medo (2005), volta a dirigir e a escrever mais um thriller violentíssimo: Juízo Final. – Uma verdadeira suruba de filmes e clichês consagrados.
United Fucking Kingdom, Reino Unido, 2007. Um vírus mortal chamado de Reaper espalha-se velozmente, dizimando centenas de milhares de pessoas. Sem alternativas, os homens a serviço de sua majestade declaram estado de emergência e evacuam a área. Para se proteger, criam um enorme bloqueio, deixando as vítimas em uma quarentena forçada do outro lado do muro (Terra dos Mortos?).
Eden Sinclair, ainda criança, é resgatada aos 45 minutos do segundo tempo e vai dos braços de sua mãe para segurança. Três décadas depois, a menina caolha que tem uma prótese-olho-câmera (sério, que bosta é essa?), agora é major e munida do seu olho mágico trabalha para o governo britânico tentando dar um sentido a sua vida solitária. E quando um novo foco da doença aparece dentro do perímetro de segurança, cabe a ela e sua equipe voltar a área inicialmente infectada para buscar a cura em até 48 horas (Fuga de Nova York?).
Eden eseus comandados, já na área bloqueada, vasculham o laboratório de um cientista que buscava a cura para o vírus e são surpreendidos por pseudo-zumbis doentes de Eu Sou A Lenda. Mentira, UFA!, por uma gangue de arruaceiros (Mad Max?), liderados por Sol, um verdadeiro fanfarrão. – Ele e sua trupe reunem TODOS (eu disse TODOS) os clichês de um vilão do cinema:
Cabelos anarco’punk’modafocka; piercings exóticos; tatuagens e pinturas faciais; roupas de couro; usam correntes, porretes e lanças como armas; violentam donzelas; são canibais; mazoquistas; suas mulheres fazem show de pole dance; andam em veículos com esqueletos pendurados. – E são maus. uy!
Neste momento, imaginamos uma direção para o filme, talvez a mesma que norteou John Carpenter em Fuga de Nova York: Fanfarrões liderados por Sol (Duque) atrapalhando a vida de nossa heroína, Eden (nosso herói, Snake) na corrida contra o tempo para achar a cura (para salvar o presidente). SERIA formidável.
Mas, Neil Marshall usa crack e nos leva direto para a Idade Média, isso mesmo IDADE MÉRDIA! – Acontece que nesta terra sem-lei, existe uma disputa entre a gangue anarco-punk-sickass-modafocker de Sol e a turma de Kane, que se abriga em um castelo escocês. – Nos fazendo gritar por William Wallace para acabar de vez com essa zona. – Mas não acaba!
E quando estamos nos acostumando com esse futuro-pós-apocalíptico-punk-medieval (parece rótulo de sub-gêneros de hevy-metal), Neil Marshall usa crack mais uma vez para gravar uma incrível sequência de ação sobre quatro rodas. E por quase 15 minutos assistimos a um maravilhoso Bentley-Duro-de-Matar fazendo frente a horda de arruaceiros em mais um segmento Mad Max do filme.
O Bentley guia Eden até o final do filme que apesar de não trazer nada de novo, diverte e enche os olhos de quem gosta de violência gratuita, efeitos-especiais e sangue, muito sangue. – Não muito diferente do que eu, produto da década de oitenta, assistia na televisão através dos Stallones, Schwarzeneggers e outros mais: Filmes com muita ação e pouca história.
Juízo Final, estréia sexta-feira, 21 de agosto nos cinemas.
Juízo Final Doomsday (2008)
Diretor: Neil Marshall
Roteiro: Neil Marshall
Elenco: Rhona Mitra, Malcolm McDowell, Bob Hoskins, Alexander Siddig.
Duração: 105 min.
Trailer:



#1
vc esqueceu de comentar que a gangue anarco-punk-sickass-modafocker tb pratica canibalismo, achei que o final Bentley tb tem um ar de 007, e que como futura magistrada eu poderia te processar por usar minhas fontes sem atribuir meu nome como colaboradora na matéria…hauhauhauhauhauah…mais não vou!
resumindo, vc sintetizou muito bem o filme, eu não descreveria melhor!
#2
BOA, Lucão!
Ficou ótima a resenha, cara!
E poxa, quem não gosta de um bom filme de violência gratuita pra animar a criançada, né!
Com certeza um filme que eu vou conferir.
#3
O filme é uma bosta!
#4
Mad Max!
#5
O filme é um lixo [2]. a interpretação dos caras ta muito ruim, os efeitos meia-boca e… o que diabos deu nesse cara pra misturar indígenas-canibais com punks, idade média e um olho bizarro que dá pra usar de web cam? rsrs
Volto a dizer… o filme é um lixo… muito crack mesmo pra sair isso