CineAversão #3 – Enchia a pança depois de uma “Fome Animal”

Depois da presepada que assistimos na coluna passada, decidi tirar a barriga da miséria e rever um dos maiores clássicos da trasheira. É com muito orgulho que convido vocês pra conhecer um pouco mais sobre “Fome Animal”, o terceiro longa metragem do SUPIMPUDO diretor Sir Peter Robert Jackson.

Aproveitei que reuni uns amigos pra um “TV Party” aqui em casa e consegui por um milagre divino consegui convencê-los a assistir a um filme escolhido por mim. Conhecido pela turma como um fanático por cinema extremo (ou filmes absolutamente artísticos ou totalmente podreiras), sempre sou excluído da seleção de filmes. Disse que queria ver “Fome Animal” e todo mundo topou, apesar de nenhum deles ter visto esse clássico! Desacreditei!

A fita já começa retardada, um grupo de exploradores neozelandeses é perseguido por uma furiosa tribo de aborígenes. O que não sabemos é que aquela anta daquele branquelo metido a besta está fugindo com um sinistro macaco-rato da Sumatra, um bichinho peçonhento! Tão lazarento que quando morde o mongo do pesquisador, seus assistentes são obrigados a cortar fora o pedaço mordido. SEGAYA!

Daí pra frente, a história será focada em Lionel, um jovem tapado e com sérios problemas sexuais com sua mãe (a dele… não a sua, caro leitor puropopense). Esse típico neozelandês tímido e mais virgem que muito azeite terá sua vida completamente transformada após conhecer a periguete fogueteira e latina Paquita (gruhahhahaha).

Paquita (gruhahhahaha) trabalha no mercadinho da cidade e está sempre dando em cima dos distribuidores e clientes que pisam no local. Só que por ter feito inglês por correio ninguém entende suas investidas cheias grotescos erros gramaticais e de pronúncia. Mas tudo muda quando sua avó tira o tarot pra ela e revela que seu verdadeiro amor será um homem marcado por uma estrela.

E olha só… não é que esse homem é o paspalho do Lionel? Que demora um século pra entender que a Paquitona tá pagando a maior madeira pra ele (sinceramente não sei se o inglês dela é pior que a cabacice desse mané). Até que ela praticamente invade sua casa e convida Lionel pra um esquema forte no zoológico da cidade. Ele aceita! Sim, depois de um século ele se toca que ali o bagulho é Garantido e não Caprichoso. É HOJE QUE ELE TIRA A CUECA!

Putz grilla!!! Quase me esqueço da melhor personagem dessa budega! A pegação do casal de virgens assanhados vai pro saco quando o encontro é flagrado pela dona Vera, a mãe rabugenta do Lionel! A mulher fica maluca e acaba se distraindo ao ver o filho sendo abusado sexualmente por aquele furacão latino no zoológico. E acaba acontecendo o pior! A velha leva uma mordida do famigerado macaco-rato da Sumatra (SEGAYA). Já viu que vai dar merda, né?

Apesar de ter um stop-motion animal, no bom e velho estilo de Ray Harryhauser, o bichinho devorador de macaquinhos acaba morrendo numa pisada da véia (não aceito que esse acento caiu com a deforma ortográfica)! Desesperado com o ferimento de Dona Verona, o babaca do Lionel corre como um doido pra ajudar sua “indefesa” mãezinha! Se complexo de Édipo fosse um crime hediondo, esse babaca pegava prisão perpétua!

O que ninguém esperava é que aquela simples mordidinha (SENGAYA) poderia transformar aquela velha lazarenta de ruim numa criatura ainda pior: uma velha lazarenta de ruim zumbi! E claro que como um filho com um sério distúrbio sexual materno não poderia fazer outra coisa além de esconder a velha no porão. Aí a coisa desembesta de vez!

Para acalmar a fera e a enfermeira que ela mordeu (pensei que só eu tinha esse fetiche), Lionel enche a lata dos zumbis de tranquilizante. Só não esperava que a bruxa velha ia sair de lá, ser atropelada e acabar arremessada dentro da loja de sua amada Paquita (gruhahhahaha).

No dia do enterro da matusalém carcomida e zumbificada, surgem alguns dos melhores personagens que já vi num filme de tamanha qualidade! Numa sequência só, somos apresentados para um padre lutador de kung fu (“I Kick your ass for the Lord”), zumbis rockabillie e um cientista nazista babão que se escondeu na Nova Zelândia. Se tivesse criado só isso e se aposentado, Peter Jackson já poderia ser considerado um dos diretores mais dementes da história da Oceania!!!

Depois do enterro, Lionel tem que levar sua mãe mais três zumbis pra casa. Apesar da bizarra condição de sua nova família, o rapaz acaba domesticando seus zumbis com mingau de leite e sedativo. Até que seu tio Les “Toscão” Kalkon descobre tudo! O gordão é tão tosco que parece uma mistura de Tio Ted (hora do cafuné, não acredito que você não viu “O Fantástico Mundo de Bob”) com o Porkys, aquele dono do puteiro flutuante do clássico filme homônimo para todas as idades!

Lionel fica distraído com a presença cada vez mais pentelha de seu tio galhofeiro e acaba perdendo o controle dos zumbis. Quando ele volta pro jantar em família, acaba encontrando o zumbi-padre-lutadordekungfu dando umazinha com a enfermeira-zumbi (pelo jeito, eu não sou o único com essa tara)! Pior que dessa adorável união, surgiu um bebezinho sacana pacas! Que o idiota do Lionel quase morre pra levar pra passear no parque, provavelmente a cena mais nonsense do filme!

Aproveitando da monguisse de Lionel, o tio Ted tarado decide dar a maior festa comemorando a casa que ele acabou de ganhar chantagendo seu sobrinho. Tem gente que nasceu pra cagar e sentar em cima! Imagina uma festa cheia de rockabillies chapados sendo atacada por uma horda de zumbis famintos! Sim, também acho que o Elvis não morreu (ele só morre quando atirarem na cabeça dele), mas isso já é demais!

Pra salvar sua amada Paquita (gruhahhahaha) das garras dos quase indestrutíveis zumbis rockers, Lionel é capturado por seu tio e preso no porão com as criaturas. Compadecida daquela situação terrível dos não-mortos, Paquita (gruhahhahaha) convence seu amado bunda-mole a injetar veneno naquela adorável família zumbi. Só que o que parecia impossível de piorar vai pro saco de vez, pois o tal “veneno” era na verdade um poderoso estimulante animal!

Não demora muito pra que todos que estão naquela casa se tornem mortos-vivos e comecem a perseguir os últimos sobreviventes. Lionel, Tio Ted, Paquita e umas ninfetinhas acabam sendo os últimos! A partir desse momento, gosto de avisar para quem está assistindo “Fome Animal” comigo que o longa detém o recorde do filme que mais usou sangue falso da história do cinema. (Não faço ideia se isso é verdade, mas sempre é bom parecer que entende do assunto! Então, se duvidarem disso não deixe de dizer que leu isso por aqui, ok?)

O descerebrado Lionel acaba entrando numa pior que o leva a enfrentar um zumbi rockabillie que mesmo cortado ao meio o ataca com a parte de cima, as pernas e, pasmem, seus órgãos internos! As tripas do bicho ganham vida e vão dar um baita trabalho pra esse babaca durante o filme todo!

No final, somos presenteados com uma das mais bizarras e pitorescas cenas de ataque zumbi de todos os tempos. Lionel armado de um cortador de grama transforma uma furiosa multidão de zumbis em uma enorme pilha de pedaços humanos e MUITO, MUITO, MUITO sangue falso MESMO! (Reforça o lance do recorde agora! Fica a dica!)

Depois de detonar toda aquela porrada de zumbi, resta a Lionel enfrentar seu maior desafio! Encarar a parada sinistra que ele tem com sua mãe, que agora é uma monstruosa velha gigante devoradora de filhos! Mas como sempre, vou deixar que você veja o final e depois venha nos contar o que acho dessa lambança toda!

Os fãs de terror costumam pagar um pau colossal para “A Morte do Demônio” (ou “Uma Noite Alucinante”) de Sam Raimi. Tanto que foi inspirado nesse outro clássico que Peter Jackson decidiu fazer esse genial filme de zumbi. Só que acredito que “Fome Animal” não deve em nada para a trilogia do herói com mão de motosserra! Por tanto, amiguinhos puropopenses, corram para conseguir uma cópia desse longa que já virou raridade nos Mercados Livres da vida!




  • http://twitter.com/puropop/status/50507784315338752 Puro Pop

    CineAversão #3 – Enchia a pança depois de uma “Fome Animal” http://bit.ly/dE44sD

  • http://www.fantasticocenario.com.br Jacques

    Lembro quando esse clássico passou no Cine Trash, da Band.
    E pensar que o Peter Jackson iri se tornar um dos chefões de Hollywood…
    Trash gore total.
    Mais nojento que isso, só o Marquito dando um beijo de língua na Elke Maravilha.
    Clássicão.
    Valeu.

  • Sofia

    A melhor parte é a do mingau…heueheuehueeuh…a veinha joga pus no mingau do gordo, depois ainda cai a orelha dela no prato e ela mastiga de boa….ahauhauahuaua…Melhor filme trash que já vi. Ainda tem A coisa, A bolha, O homem mosca etc.