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Gordo profissional, uncool e publicitário nas horas vagas. Moço de família Twitter, Flickr, Facebook, Last.fm

E posso dizer aliviado que nossos anos de boa música continuarão!

Nota:

Eu me lembro muito bem daquele final de semana, alguns anos atrás.

Eu, meu querido e estimado companheiro da pseudo-banda da época, o grande Tonheta, e uma menina que não conhecíamos, mas que nutria o mesmo amor por The Invisibles, nos encontramos no terminal Tietê.

Destino: Volta Redonda, Rio de Janeiro.

Dirigíamos-nos a, potencialmente, um dos principais shows de nossas vidas. A última apresentação oficial do “The Invisibles”.

Uma banda que, por anos, fez parte do meu cartel preferido. Melodias simples e grudentas, letras incrivelmente escritas sob medida para mim e, bom, quiçá a melhor banda nacional de poprock estava por acabar.

Foi um show emocionante. Assistimos o ensaio, almoçamos coxinha com uns policiamos ali perto e vimos uma última impressionante demonstração de afeto.
Naquele momento eu percebi que o brasil tinha acabado de perder sua maior banda desconhecida de pop-rock de verdade. Uma banda que não se importava com muitas coisas, a não ser escrever ótimas músicas e montar ótimos shows!

Tenho sorte, é fato, de poder ter visto o The Invisibles uma vez no hangar 110 com o lançamento de FireWorks e depois pegar o derradeiro show final.
Fireworks e Hollywood (esse último, autografado pela banda no show de despedida) são 2 cds que até hoje figuram na minha lista TOP todos.

Foram alguns anos procurando por alguma coisa a altura. Algo que, ao mesmo tempo em que fosse fantasticamente simples, conseguisse passar a mensagem diretamente para mim.

Em vão, diríamos os mais apressados.

Ou não. Ouso dizer.

Fábio Andrade, vocalista e cérebro do The Invisibles, prometeu no último show não deixar a música de lado. Promessa que, assumo, demorou um pouco a cumprir, mas quem esperou esse tempo todo, tenha a certeza de esboçar um belo sorriso novamente em breve.
Driving Music, projeto que Fábio se dedica desde 2007 finalmente soltou seu primeiro EP (além de diversas demos ao longo dos anos passados). Auto-intitulado, o cd traz 6 belas faixas.

• The Day
• Noite Americana
• Goodbye South Goodbye
• A Plastic Sea
• Windowsill
• Apartment Story

Se você espera aquele mesmo embalo característico de The Invisibles, é melhor se acalmar.
Não é a primeira vez que esse carioca apronta dessas com a gente. Lembra a drástica mudança de 29 Months para Fireworks? Eu custei para aprender o cd novo, me acostumar com as músicas novas e a melodia diferente.

Driving Music apresenta a mesma mudança e agora vem com uma incrível e intimista levada acústica. Isso, é claro, sem deixar de lado o forte de Fábio, letras e melodias fantásticas.

O compacto conta com 5 músicas próprias e uma versão para Apartment Story, da The National. Dessas 5 músicas, 2 são antigas, “Noite Americana” e “Plastic Sea”, ótimas releituras da época dos Invisibles.

Se você tem alguma dúvida quanto à qualidade desse compacto, sinta-se a vontade para questionar. Fábio tem certeza da maestria que compôs e liberou todas as faixas para download no site da banda.

ENJOY e, posso dizer aliviado, nossos anos de boa música continuarão!

site: http://driving-music.net/blog/
twitter: http://twitter.com/drivingmusic

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