Review: Prometheus

Primeiro eu quero começar essa beleza falando que:
1) apesar do longo período entre posts e novidades, o puropop não morreu.
2) eu continuo extremamente esbelto e lindo como nunca antes
3) e, talvez o mais importante, sou fanboy e não quero nem saber o que você pensa sobre a série do Alien! MESMO.

Prometheus chegou alguns meses atrás como quem não quer nada.. mentira!
Prometheus chegou com a responsabilidade de ser, não só o retorno do señor Ridley Scott ao rico e vasto universo de ALIEN, como também uma prequência do filme de 1979 chamado.. ééé.. ALIEN.

Mas aqui vale levantar um ponto importante.
Durante toda a produção do bregueinight, señor Scott disse que NÃO estava trabalhando em uma prequência de Alien. Tudo indicava o contrário, mas o velhinho vivia batendo na tecla. O mistério foi solucionado com uma recente entrevista de Damon Lindelof para o Josh Horowitz (da mtv gringa) “maybe“.
É, mais não é!
Explico: o roteiro original ERA, mas devido a cagada que fizeram com AVP (o que, sinceramente, matou a franquia para a garotada mais nova), a produção resolveu se afastar do nome de todas as maneiras possíveis. é, faz sentido.

Enfim, o filme chegou e dividiu muito as críticas.

Existe o grupinho que gostou (e muito) e o grupo que não entendeu, é burro e deveria voltar para a escola.

E eu, do alto da minha… (não, isso ta errado. eu não sou alto) da lateral mais lateral da minha circunferência, vou contar para vocês o porque desse filme ser tão legal!

Primeiro porque o filme é estupidamente lindo! Sério, é fantasticamente lindo! É brigadeiramente lindo!!
E o 3d é, sem a menor sombra de dúvidas, o melhor 3D de todos os tempos. Nenhum objeto passa voando pela tela para te acertar na testa, e o único objetivo do efeito é te levar para a atmosfera do planeta (no pun intended) e isso eles realizaram como ninguém. (talvez como tron, mas prefiro falar ‘como ninguém’… da mais impacto, sabe?)

Não bastasse a orgia visual do filme, a história é FODA, amigos.
É aqui, inclusive, que a porca torce o rabo e mais vale um passarinho na mão que 14 atravessando a rua.
A história dividiu opiniões. Os que conseguiram entender (e gostaram) e os bobos.
Vou resumir o filme como os bobos entederam (sem spoiler, somente com info dos trailers ok?)
Arqueólogos fazem o que eles sabem fazer de melhor (arqueologam), descobrem pinturas que nos convidam para conhecer uma civilização no espaço. Chegando lá a porra toda vai pro saco e morre uma galera… ai acaba o filme.

“mas ai mimimi não conta o porque disso e o porque daquilo” e meu amigo.. você ainda precisa tomar muito toddynho para ir ao cinema sem a companhia dos pais viu.

A verdadeira pegada do filme é a antiga briga entre Criatura x Criador.
Ou você acha que o filme se chamar Prometheus é só um nome maneiro? Além disso, pense no plot (conhecer nossos deuses no espaço), ou ainda a enorme intriga familiar que rola durante o filme inteiro? Ou até… bom, calma. não vou falar de spoilers. Mas tenha essa informação em mente. (criador x criatura)

Also, outra dica para ENTENDER o filme é prestar atenção dos diálogos. UAU IMAGEM BONITA HERP DERP AS MULHER MANEIRA HERP DERP… deixa de ser idiota e presta atenção nas entrelinhas. _|||_
Pensa. Para, respira e pensa!
Principalmente quando falarem sobre a quanto tempo algo morreu. ok? promete pro titio aqui que vai fazer isso! prometeu? sucesso!

Os personagens são legais. E críveis! E muito importantes!
Ao assistir a brincadeira, repare nas nuances de cada um. Nas reais intenções, medos e, principalmente, expressões de cada um. Elas dizem muito sobre o filme.

(tem tempo que eu não faço review então eu to meio perdido e vou fazer esse comentário aqui para você não reparar que faltou um pouco de ligação entre o parágrafo de cima com o de baixo, ok?)

A trilha sonora do filme é legal. É boa e faz sentido dentro do objetivo, mas não chega perto da trilha original. O que eu mais senti falta foram os momentos de silêncio que poderiam contribuir com a tensão do filme. Parece que deram uma adaptada para os jovens e até faz sentido, mas, infelizmente, nesse quesito o filme novo apanha bem do original.

Apesar da falha na trilha sonora o filme ainda é um espetáculo. Vale o ingresso (de preferência 3D) e se possível deixe a pipoca de lado para prestar, de fato, atenção no filme!
Após assistir a brincadeira, por favor veja esses 2 links. Um do Bloody Disgusting e outro do Cavalorn.
Você está pronto para ter sua cabeça explodida?!

ps: site da Weyland Industries. Muito MUITO interessante!!!




  • http://www.visitantesfc.com.br Eric

    Eu curti o filme, mas tenho dois problemas com ele. A edição deu impressão de que muita coisa ficou picotada e perdeu um pouco do sentido, parecia que tinha mais coisa, mas que precisou ser limada. O que me leva ao segundo problema, que é o personagem da Charlize Theron, que é completamente inútil, ela devia ter mais coisa além de fazer carinha de brava, trocar duas palavras com o véio e morrer esmagada pq foi burra de correr pra frente e não pro lado.

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  • http://www.puropop.com.br Froio

    Kinda, amigo @Eric…
    você tem razão quanto ao conteúdo limado. Retiraram entre 30 e 40 (também conhecido como 35) minutos do filme. director’s cut vem ai..
    mas quanto a charlize eu gostei do personagem e acho que tem umas explicações bem legais para ela ser idiota e não correr pro lado, mas isso envolve spoiler. podia rolar um pãodicast pra falar do filme, quem sabe?

  • Mariana Lins

    “Brigadeiramente lindo!” Hahahaha nem precisava de mais argumentos depois dessa

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  • Marília N.

    Eu apoio pãodicast sobre Prometheus.

  • http://www.joaorossi.com.br Juan Rossi

    Oh, vi críticas com notas 8 e algumas com notas 3, porém, sabedor da força do Ridley como diretor, autor de “cults” e obras-primas, resolvi conferir o filme. Relutei um pouco ao iniciar a projeção; pensei, são atuações, não a realidade, e há os excessos americanos de sempre, efeitos sonoros e computadorizados e muita destruição. Só que, em verdade, percebi boas ideias sendo jogadas, não com pouco sentido, desamarradas, muitas questões suscitando novas questões. As tradicionais “de onde viemos?”, “como tudo começou?”, “para que existimos?” sendo substituídas por “gostamos do que somos?”, “interessa-nos saber de onde viemos?” e finalmente “há algo criando tudo e por qual propósito?”.
    Logicamente isto esbarra em convicções que fragilizam as pessoas, cai como uma luva em nos questionarmos das razões de nossas crenças, não? Achei isto maravilhoso e até me emocionei ao final, sentindo, no entanto, que esta contundência veio adicionada de uma experiência soturna, lúgubre, difícil de tragar. Meu choro misturou-se à mesma sensação do androide de Blade Runner ao morrer e sentir que tinha medo e se questionava sobre o que seria a existência.
    Recomendadíssimo a quem queira ver esta obra ainda no campo da ficção-diversão, mas com força ainda maior que em Avatar.

  • Rankarch

    O filme levanta questões importantes e bastante filosóficas, porém, desde o começo do filme eu já notei que de cara todo aquele grupo seria morto ou desmiolado, só de notar as personalidades e atitudes de cada um eu já vi que não seria um grupo seguro e que a maioria ali iria se auto-destruir.
    Além de plots que não foram bem explicados e acho que não fariam muita importância, como por exemplo, a personagem de Charlize Theron faz sexo, porém sua máquina de ‘recuperação’ é para homens, e o pai dela sempre quis um homem, porém ela entrava em conflito com o próprio pai, levei em consideração que a personagem fosse uma transexual, mas infelizmente nem isso foi muito explicado e deixaram em aberto (infelizmente não vejo como na futura sequência irão tratar de algo tão banal assim).
    Ou como o ruivo quanto o nerdão lá morrerem primeiro naquele local, e eles VEREM ambos mortos, mas mais tarde no filme, o personagem do ruivo já transformado é CONVIDADO dentro da nave para foder tudo, como se ele ainda estivesse normal e eles não tivessem visto corpo nenhum lá.
    Ou a personagem principal entrar em uma câmara, ter uma merda de um polvo tirado da barriga, ficar com a barriga toda arregaçada, ser costurada aleatoriamente, encontrar outras pessoas, e todo mundo agir casualmente como se a mulher toda arregaçada suja de sangue e muco fosse absolutamente normal.

    Além de uma ou outra coisa aqui e ali, o filme não me pareceu tão correspondente à sua expectativa.

    E não me importa se você é fanboy, se você se prontifica a escrever uma review do filme com seu ponto de vista, você está passível de críticas e podem haver pessoas que tem opiniões diferentes de você, se não quisesse críticas, não faria o review de princípio, só uma dica. :)

  • Ragnarök

    Não sou tão crítico como o nosso amigo Rankarch, talvez por ter gostado da ideia central do filme, pois não fico indagando sobre os detalhes (a obra era de ação e se toda a tripulação de Prometheus fosse tão coesa o filme seria um documentário), logo não fico questionando os erros e acertos da produção e do roteiro. Tenham certeza que essa obra é melhor que a do 9/11, que foi real/romance tragicômico, aço derretendo abaixo da temperatura de fusão. Absolutamente enredo é menos patriótico, na verdade toda a sequência o é. O que importa é a ideia de “criatura X criador” que a obra aborda, por que deus nos odeia tanto? Esse questionamento da autoridade que está implícito é que faz o filme ser mais elevado que os demais, há uma coisa espiritual e filosófica dentro, algo metafísico mesmo. O que há de tão errado com a gente? O que se percebe é um aumento na quantidade de filmes fazendo o mesmo questionamento. Será que estamos mesmo evoluindo ou regredindo em relação aos humano perfeito, aquele pelo qual nossos supostos criadores realmente almejaram? Não temos predadores neste mundo, isso já não é estranho (?!) Não há dinossauros esquecidos numa ilha do Pacífico, mas existem felinos espalhados por todos os continentes. Não há deriva genética para a espécie humana (isso por si só não é questionável?) O Planeta Terra está com o seu manto magnético mais e mais degradado, o que aumenta nossa exposição aos raios cósmicos, que degrada o homem e ao meio ambiente. A resposta pode estar lá fora, como nos textos bíblicos e do Corão, e toda a literatura religiosa que existe neste planeta. Por que esse black-out de informações circunda este mundo? Como se a Terra estivesse imersa num vazio de mundos, é isso que assusta mais que a criatura que tenta parasitar todos os tripulantes de Prometheus. A indiferença dos deuses é o pior dos males.

  • Rankarch

    Para questões tão filosóficas quanto essas, eu prefiro aguardar a adaptação da obra Nas Montanhas da Loucura do H.P Lovecraft, que possui personagens com mais coesão e profundidade do que um grupo já pré-definido para se autodestruir, com nenhuma gota de profundidade, tão rasos quanto qualquer personagem criado até em um filme de Resident Evil do Paul W.S Anderson por exemplo.

  • Aquino

    Decepção, para quem assistiu toda a saga e leu os quadrinhos. Como disse um conhecido, prometeu e não cumpriu. Começou bem e entrou numa descida sem fundo. Estranho ver tanta gente empenhada, diretor safo, tanto recurso investido, a bela Theron, e perde no suspense para um Eclipse Mortal (Pitch Black) do tranquilão Vin Diesel.